quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Adapte ou acomoda-se




"Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Quero tudo novo de novo

" Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
...
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.

“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.”

terça-feira, 28 de julho de 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

DIÁRIO DE UM PSICANALISANDO, O – AFORISMOS DE TRANSTORNOS E PERCEPÇÕES DO AMOR

Prefácio do Livro Diário de um psicanalisando do Lucas Moreira

Mais informações sobre o livro










Desnudar-se é um ato de coragem. E o caminho da coragem é o caminho coração, como nos ensina Osho, um dos gurus de Lucas. Conhecer-se. Futucar-se. Questionar-se. Caminhar pelos abismos mais obscuros de nosso inconsciente e deparar-se com o maior de todos os inimigos: nós mesmos.
O autoconhecimento é mesmo uma aventura. Dolorida e prazerosa – dentro de um contraditório vasto e profundo... Não é negando nossa humanidade, mas mergulhando conscientemente nela que podemos nos encontrar naquilo que muitos mestres vêm nos alertando: somos deuses e deusas esquecidos disso. Refletir, nos mostra que outros caminhos e atitudes são possíveis. E o mergulho que Lucas deu, dá, é profundo e corajoso.
Guiado por seu terapeuta, M. uma letra que tem cara, nome, personalidade – ainda que não diluída, em respeito a uma não exposição solicitada - Lucas potencializa sua capacidade cognitiva, vasculhando seu passado, abrindo novas possibilidades de visão pro seu Agora. Horizontes. É mais que poesia, é necessário. Quantos medos são capazes de, ou nos paralisar, ou causar uma série de atitudes repetitivas crescentemente negativas? Vários. Vamos olhando, percebendo, questionando, pra chegar na raiz das coisas e nos perdoar. Lucas encontrou muitas respostas e ainda faz perguntas, o que lhe faz admirável. E ainda dividiu conosco sua imersão no labirinto.
Somente alguém que não tenha nenhum sentimento formado por você poderá ouvir sua história enquanto vai-se adentrando nesse labirinto mental, sem afetar-se. A figura do psicoterapeuta já provou-se importante. Lucas a reafirma lucidamente, atribuindo-lhe uma forma, mas sabiamente tomando para si a responsabilidade de frear-se, quando encontrada a consciência da transferência. Escolheu morder a maçã, não a cara das letras.
Sua apresentação do livro, é um livro. E a nebulosidade outrora detectada por seus professores, é real. Mas não obscura, tão pouco facultativa. E é bom que seja assim, pois há versos nessa prosa. E há, sobretudo, uma boa respiração na escolha e no pontuar das palavras. Que ele siga escrevendo cada vez mais.
Ser ad-mirado é mesmo imprescindível. Desde que se sai da barriga. Mas ninguém admira ninguém ininterruptamente. E é por esse poro que também se respira. Cada h)estória é única. E cada relacionamento, também. Pai, mãe, irmão, os primeiros. Mãe, peito, barriga, estômago, boca, pica, buceta, é corpo. Campo – minado – de sensações...
“E existe tempo certo para ser?”. Não Lucas. Não mesmo. Todo dia é um novo dia. Mas somos acúmulo mesmo. E isso não precisa ser – porque tudo é - de todo ruim. É que a gente esquece – ou prefere esquecer – que independente de civilizarmo-nos, constantemente, somos bichos também. Selvagens. Parte da imensa natureza. A rebeldia é linda. Porque questiona. É preciso. Em cada fase, uma dosagem. Até o fim, eu penso.
“Conhecimento e revolta é uma mistura explosiva.”
Obrigada Lucas. Foi um grande presente ler o seu diário.


Isa Lorena 



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O ANDARILHO


por Friedrich Nietzsche
(em “Humano Demasiado Humano” #638)

"Quem alcançou em alguma medida a liberdade da razão, não pode se sentir mais que um andarilho sobre a Terra e não um viajante que se dirige a uma meta final: pois esta não existe. Mas ele observará e terá olhos abertos para tudo quanto realmente sucede no mundo; por isso não pode atrelar o coração com muita firmeza a nada em particular; nele deve existir algo de errante, que tenha alegria na mudança e na passagem. Sem dúvida esse homem conhecerá noites ruins, em que estará cansado e encontrará fechado o portão da cidade que lhe deveria oferecer repouso; além disso, talvez o deserto, como no Oriente, chegue até o portão, animais de rapina uivem ao longe e também perto, um vento forte se levante, bandidos lhe roubem os animais de carga. Sentirá então cair a noite terrível, como um segundo deserto sobre o deserto, e o seu coração se cansará de andar. Quando surgir então para ele o sol matinal, ardente como uma divindade da ira, quando para ele se abrir a cidade, verá talvez, nos rostos que nela vivem, ainda mais deserto, sujeira, ilusão, insegurança do que no outro lado do portão e o dia será quase pior do que a noite. Isso bem pode acontecer ao andarilho; mas depois virão, como recompensa, as venturosas manhãs de outras paragens e outros dias, quando já no alvorecer verá, na neblina dos montes, os bandos de musas passarem dançando ao seu lado, quando mais tarde, no equilíbrio de sua alma matutina, em quieto passeio entre as árvores, das copas e das folhagens lhe cairão somente coisas boas e claras, presentes daqueles espíritos livres que estão em casa na montanha, na floresta, na solidão, e que, como ele, em sua maneira ora feliz ora meditativa, são andarilhos e filósofos. Nascidos dos mistérios da alvorada, eles ponderam como é possível que o dia, entre o décimo e o décimo segundo toque do sino, tenha um semblante assim puro, assim tão luminoso, tão sereno-transfigurado: - eles buscam a filosofia da manhã."

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